sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Atividade 03 - questões dissertativas (preparatória para a prova P2)

             Questão 01 - Caso do Acidente

Numa manhã de sábado, João, dirigindo de forma desatenta, acidentalmente colidiu com um caminhão da transportadora Cacique Transportes Ltda. que retornava à garagem da empresa, onde sofreria reparos no correr da semana. Nenhum dos dois veículos envolvidos na colisão possuía seguro, ficando a cargo dos proprietários acordar a reparação dos prejuízos. João, assumindo prontamente a culpa, transferiu o montante de R$ 1.200 (hum mil e duzentos reais) para conta bancária de titularidade da transportadora, a fim de dar início, o quanto antes, à reparação dos prejuízos. Na tarde do mesmo sábado, o caminhão foi levado à assistência técnica, onde o valor do serviço foi fixado em 800 reais. Agindo de forma diligente, os funcionários da oficina repara­ram o veículo ainda no mesmo dia.
Alguns dias depois, estranhando a não existência de nenhum contato por parte da di­reção da transportadora no que concerne à devolução do valor excedente, João decide ir até a sede da sociedade no intuito de reaver os R$ 400 (quatrocentos reais) não gastos nos reparos.
Para sua surpresa, o diretor da empresa afirma que não devolveria esse valor, por conta de lucros cessantes, transtornos, danos morais e toda sorte de inconvenientes que sofreu por conta da não utilização de seu veículo.
Revoltado com a postura do diretor da empresa, João busca aconselhamento jurídico sobre como agir para reaver o valor não gasto pela empresa com os reparos. Como você aconselharia João no caso narrado acima?

Questão 02 -  Caso do menino precoce

Após muita insistência, Eduardo, 14 anos, ganhou recentemente, de presente dos pais, um microcomputador. Da mesma forma, sondou junto a eles a possibilidade de contratar um serviço de internet rápida. Destacou o jovem a importância desse tipo de instrumento no mundo atual, os reflexos na sua educação, bem como o desfrute de toda a família das benesses da hiperconectividade gerava.
Surpreendeu-se Eduardo quando ouviu a negativa dos pais. Frustrado, mas ainda assim desejando usufruir de um serviço de internet rápida, dirigiu-se ao estande de uma famosa operadora, a qual funcionava num shopping próximo à sua residência. Ignorando as vedações legais para que pudesse ele próprio, e sem representação, figurar como parte em um contrato, acordou a instalação e assinatura do referido serviço. Marcou a visita dos técnicos da operadora para dia em que os pais não estariam presentes, de modo que não viessem a descobrir.  No contrato, entretanto, vinha prevista cláusula penal determinando, no caso de des­cumprimento da obrigação por parte do assinante do serviço, o pagamento do valor de R$300,00. Pouco após um mês de vigência do contrato, chega à residência de Eduardo fatura co­brando o valor da cláusula penal ajustada. Qual a linha de defesa que pode ser deduzida pelos pais de Eduardo? Num eventual litígio em âmbito jurisdicional, qual seria a linha de argumentação da operadora?

Nenhum comentário:

Postar um comentário